Sobre nós

 

BREVE HISTORIAL DO CLUBE INDUSTRIAL DE PEVIDÉM

Nos anos que antecederam o nascimento do Clube Industrial de Pevidém, as “provas de tiro” com organizações muito rudimentares, disputavam-se em campos não completamente preparados para esse fim – no início dos anos 20 no lugar da Soalheira, a partir de 1923 no lugar do Agouro, no lado esquerdo da estrada Pevidém-Riba d´Ave – mas, à medida que a sua realização se tornou mais regular, as condições foram sendo melhoradas, de tal forma que, nasceu o Stand da Várzea em Pevidém – a primeira prova de que há registo escrito realizou-se nestas instalações em Junho de 1925 com a presença de 42 atiradores. Os organizadores dessas primeiras provas foram Porfírio Mendes Ribeiro (tio do Engº João Mendes Ribeiro, um dos fundadores do Clube e que viria a ser Presidente da Câmara Municipal de Guimarães), António Correia Guimarães (que viria a ser um dos fundadores do Clube, anos mais tarde) e Alexandre Figueiredo (sogro de José Rodrigues Guimarães, também outro dos fundadores do Clube). Mais tarde, foram estas instalações legalizadas, através da fundação oficial do, então, Grémio Industrial de Pevidém em 21 de Julho de 1933, através de alvará do Governo Civil de Braga da mesma data, designação que, anos depois, teve de ser alterada, conforme reza a acta nº 13 da Assembleia Geral de 15 de Julho de 1939, por força da organização corporativa da época, para Clube Industrial de Pevidém, nome que perdurou até aos nossos dias.

A primeira sede do Clube situava-se num edifício ainda existente, na actual Rua 25 de Abril, em frente da entrada principal da antiga fábrica Augusto Pinto Lisboa. Posteriormente, transferiu-se para o rés-do-chão do edifício situado em frente da ex-Empresa Industrial de Pevidém e que viria a ser, muito mais tarde, a sede da agência em Pevidém do então Banco Totta & Açores. Em Assembleia Geral realizada em 27 de Janeiro de 1962, foi decidida a mudança das instalações para o Stand da Várzea, onde desde há várias dezenas de anos tinham lugar as provas de tiro. Mais tarde, em 23 de Maio de 1974, com a inauguração das actuais instalações no Stand da Belavista, a sede acompanhou esta mudança.

Até 23 de Maio de 1974, dia em que se inauguraram as instalações do novo Stand da Bela Vista, isto é, durante mais de 40 anos, o Stand da Várzea foi o grande palco da realização e preparação de eventos desportivos ímpares, em que as cores do clube se elevaram ao mais alto nível. Depois daquela data, passou a ser na Bela Vista, com condições logísticas e instalações de nível internacional, que as provas organizadas pelo Clube se projectaram definitivamente para o exigente núcleo do tiro mundial.

As actuais instalações e terrenos do Clube, que ocupam a área total de 10 hectares, são constituídas por um edifício principal – o pavilhão social – onde se encontram um restaurante dotado de duas salas climatizadas, com capacidade para 400 pessoas sentadas, um armeiro para 600 armas, um Salão Nobre, salas de reuniões, com armários expositores para os troféus do Clube, com várias diversões e serviços de apoio às actividades do tiro – sala de formação de Caçadores e Atiradores, constituindo a Escola de Tiro, de iniciação para jovens e melhoria de performance para seniores e a Casa Forte para guarda de armas. No exterior, além de um complexo com 5 campos cobertos, para a prática de Padel, arrecadações e parque automóvel para 500 viaturas, possui 5 campos de tiro onde se desenvolvem as disciplinas de Tiro às Hélices, Fosso Universal, Fosso Olímpico, Trap Olímpico, Compak Sporting e Double Trap, que podem ser praticadas todos os dias, bem como uma chapa de testes de tiro, para comprovar a eficácia dos cartuchos e das armas e a Oficina de Mecânica e Carpintaria.

No actual Stand da Belavista todos os anos se realizam provas dos Campeonatos de Portugal de Tiro com Armas de Caça, sob a égide da respectiva Federação Portuguesa, nas várias disciplinas, já atrás referidas. Para além destas provas nacionais, têm-se realizado provas internacionais da maior envergadura e integradas no calendário da Federação Internacional de Tiro, de que se destacam: 

  • em 1980, o Campeonato dos Países Atlânticos, com a participação de 200 atiradores de 6 países;
  • em 1992, o Campeonato da Europa, com 400 atiradores, sendo 240 estrangeiros, de 7 países europeus e 7 não europeus; 
  • em 1996, o Campeonato do Mundo com 600 atiradores de 16 países, sendo 8 europeus e 8 não europeus; 
  • em 1998, o Campeonato do Mundo com 300 atiradores de 7 países; 
  • em 2006, o Campeonato da Europa com 200 atiradores de 6 países; 
  • em 2011, o Campeonato do Mundo com 460 atiradores de 11 países; 
  • em 2015, o Campeonato da Europa com 300 atiradores de 18 países, sendo 9 europeus e 9 não europeus; 
  • em 2019, o Campeonato do Mundo com 485 atiradores de 17 países, sendo 8 europeus e 9 não europeus; 
  • em 2020, o Campeonato da Europa com 151 atiradores de 6 países; 
  • em 2021, de novo, o Campeonato da Europa com 177 atiradores de 7 países.

Desde 1949 até ao termo do ano 2021, o Clube conquistou nas várias modalidades de Tiro com Armas de Caça, 112 títulos absolutos, sendo 78 nacionais e 34 internacionais, a seguir descriminados, neste impressionante e notável palmarés:

28 Campeões de Portugal individuais absolutos

26 Equipas Campeãs de Portugal absolutas

3 Campeões do Mundo individuais absolutos

24 Vencedores da Taça de Portugal absolutos

3 Atiradores membros da Selecção Nacional Campeã do Mundo

6 Campeões da Europa individuais absolutos

12 Atiradores membros da Selecção Nacional Campeã da Europa

7 Vencedores da Copa do Mundo individuais absolutos

3 Equipas do Clube Campeãs do Mundo


De 1933 até aos nossos dias – já lá vão cerca de 90 anos – têm passado pelo Clube milhares de atiradores de várias nacionalidades, desde os mais consagrados aos simples competidores, todos tratados com igual consideração e amizade, daqui levando um indelével laço de incomensurável reconhecimento e saudosos de breve regresso. 

Sempre que o Clube organiza eventos internacionais, o que ocorre durante largos dias e envolve centenas de atiradores e suas famílias, a cidade de Guimarães e todos os serviços desde a restauração, à hotelaria, ao artesanato, ao serviço de táxis, enfim, a todo o comércio local, beneficiam enormemente da presença dos visitantes, na maioria estrangeiros, por via de regra, dos estratos sociais mais elevados.

Para todas as provas nacionais e internacionais são chamados a colaborar na sua organização dezenas de pessoas, normalmente vizinhos do Clube, que, imbuídos do espírito de evidenciar as melhores qualidades das gentes lusas perante quem nos visita de terras estranhas, se têm havido em termos de desempenho ao mais alto nível, atitude que tem sido reconhecida inúmeras vezes pelas entidades internacionais que tutelam este desporto, ao ponto de serem chamados com frequência a prestar igual serviço nos clubes estrangeiros.